17/06

Seventeen

O SEVENTEEN debutou há apenas dois anos, mas o grupo multifacetado e multinacional já ganhou com os críticos e dominou os charts.

Quando o novo mini-album Al1 do grupo de K-Pop de 13 membros, SEVENTEN, se tornou um dos TOP 10 álbuns mais vendidos na semana de lançamento de um boygroup, foi fácil se perguntar quando diabos a banda — que só debutou em maio de 2015 — se tornou um real competidor. Mas o grupo multinacional, composto de nove coreanos, dois chineses e dois américo-coreanos, tem arrasado desde o começo: seus singles delirantemente otimistas já marcaram um número em prestigiadas premiações musicais incluindo um Mama e dois Seoul Music Awards, eles coreografam muitas de suas músicas e escrevem várias de suas próprias letras, e Woozi de 20 anos de idade (nome verdadeiro Lee Jihoon) se tornou um compositor poderoso, tendo co-escrito quase todos as músicas que o SEVENTEEN já lançou.

O SEVENTEEN se apresenta tanto como um time (todos com habilidades vocais e de dança) quanto com três units dedicadas às forças individuais dos membros: ‘hip hop’ (S.Coups, Vernon, Wonwoo e Mingyu), ‘vocal’ (Seungkwan, Jeonghan, Joshua, Dokyeom e Woozi) e ‘performance’ (Dino, Jun, The8 e Hoshi). Originalmente foi previsto como um grupo de 17 membros que debutaria em 2013, mas ao invés disso a empresa do grupo, Pledis, começou a transmitir o Seventeen TV, seguindo a vida de 11 trainees pra construir uma fanbase inicial. Seventeen TV durou por 5 temporadas, com uma porta giratória de membros potenciais que foram aparecendo antes de eles oficialmente estrelarem com o dançante estilo funk-lite de “Adore U”.

Seu cartão de visita foi e se tornou a brincalhona e otimista batida vistas em “Boom Boom”, “Mansae”, e o estalar de suspensórios e explosão de confete de “Very Nice”, onde suas personalidades estralaram através da tela. Ainda assim, desde seu primeiro mini-álbum ’17 Carat’ em diante, suas músicas têm um balanço astuto — cada álbum é eclético, indo de um pop com sensibilidades retrôs à baladas acústicas e híbridos de pop/hip hop, para dar a cada subunit uma chance de brilhar enquanto empurra e mantêm, simultaneamente, os parâmetros do SEVENTEEN como um time singular.

É um pouco assustador ver quão rápido essas transições foram refinadas e seu som se diversificou, com Al1 — o quinto lançamento deles em dois anos — continuando de onde a faixa do álbum de 2016, “Highlight” parou e criando uma incursão totalmente voltada para música. Lideradas pelo o single enganador “Don’t Wanna Cry” (uma emocionalmente ressonante incursão na batida eletrônica ocidental com delicados e emocionais vocais aquecidos por sua improvida e elegante produção), suas seis faixas se unem sem falhas. Todas as músicas podem se destacar independentemente, desde a tropical house “MY I” (A primeira música da então nomeada China Line, Jun e The8) a um rumo soulful house em “Crazy in Love”. Mesmo a única balada, uma versão atualizada do R&B dos anos 90, usa seu sentimento e pré refrão para se encaixar perfeitamente entre as outras. Nós conseguimos pegá-los durante sua agitada agenda (onde eles recentemente conseguiram sua terceira vitória nos competitivos e poderosos programas musicais da Coreia do Sul) para conversar sobre progressão musical, sucesso, independência e chegar a marca de aniversário de dois anos.

Quando ouvimos pela primeira vez, Al1 parece muito diferente de seus álbuns anteriores, mas agora parece um amadurecimento natural. Como vocês veem, comparado ao seu álbum anterior?

S.Coups: Eu acho que esse álbum está repleto de músicas que mostram mais nossos sentimentos, comparado aos álbuns anteriores. Eu acho que mais pessoas irão se identificar, o que permite os ouvintes realmente sentirem a diversidade do SEVENTEEN.

Woozi: Se você olha superficialmente, muitas pessoas podem pensar que esse álbum é muito diferente, mas foi baseado em nosso crescimento e (em alguns casos), não é muito diferente de nossos lançamentos passados – as letras novas e inteligentes do SEVENTEEN estão muito presentes, no single e nas outras faixas, e não estão faltando cores em Al1, só é mais profundo. Al1 está cheio de músicas que mostram infinitas possibilidades ao SEVENTEEN, que iremos desenvolver no futuro.

Hoshi: Enquanto trabalhávamos nesse álbum, eu fiquei bem surpreso com as possibilidades que se abriram para nós. Eu acho que esse é o álbum que mostra o que juntamos enquanto produzindo músicas e praticando regularmente. O fato que o conceito desse álbum foi tão diferente dos nossos lançamentos anteriores foi certamente algo que ficou na minha cabeça, mas enquanto produzíamos e praticávamos, eu notei que não importa o tipo de música ou performance que fazemos – enquanto formos SEVENTEEN, então estaremos apenas expressando coisas do nosso jeito.

Woozi, ‘Don’t Wanna Cry’ tem uma forte influência de ‘Closer’, do Chainsmokers e as outras faixas (exceto por ‘Habit’) tem uma base de eletrônica. Você estava com vontade há um tempo de experimentar uma criação com uma vibe abrangente como essa? Além disso, você tem seu estúdio pessoal, então você (ou alguém) já deu um nome para ele?

Woozi: As faixas nesse álbum são definitivamente de um gênero e ânimo que eu gosto e queria experimentar. Eu acho que você pode dizer que essa foi a chance de mostrar mais dos meus talentos escondidos? Foi por isso que eu contemplei mais que o normal em como fazer isso funcionar com o SEVENTEEN. E eu ainda não dei um nome para meu estúdio, mas todos chamam o estúdio, que está no segundo andar do escritório da nossa empresa, de ‘segundo andar, sala do Woozi’ ou simplesmente de ‘Sala do Woozi’.

Hoshi, você esteve envolvido na composição de duas batidas de dança – ‘Highlight’ e ‘Swimming Fool’. Você grava um ritmo ou leva uma ideia ao Woozi ou ao Bumzu (produtor primário do SEVENTEEN)? Ou eles te pedem para ajudar em faixas específicas? Você também está trabalhando na sua própria faixa, ‘Hurricane’. Como você brincou sobre isso em programas de variedade, foi uma surpresa ouvir que você ia realmente gravar, então o que você pode divulgar sobre isso?

Hoshi: ‘Highlight’ surgiu durante a nossa turnê asiática ano passado. Eu escrevi como eu me sentia sobre os nossos fãs e o quão emocionado e grato eu estava, e depois de discurtir com o Performance Team e com o Bumzu, conseguimos nos divertir muito produzindo a faixa. Com ‘Swimming Fool’, eu queria criar uma faixa que fosse legal e divertida e combinaria com o verão, mas para ‘Hurricane’, para conseguir manter as expectativas altas, eu estou tentando manter segredo! (ri)

Os 13 trailers de Al1 estavam lindos, melancólicos e misteriosos. Vocês gostam do elemento da atuação em vídeos? Qual membro do grupo vocês acham que faz isso melhor?

DK: Eu tentei mostrar um lado muito triste de mim nesse vídeo, e eu sinto que todos os membros se esforçaram muito para mostrar esse sentimento, e é provavelmente por isso que saiu bem natural. Todos nós 13 nos saímos muito bem focando no que estávamos fazendo, então é difícil escolher um membro específico. Todos estavam super bons!

Joshua: Eu acho que nossa atuação ficou muito natual porque o diretor era muito bom em tirar as emoções de nós de um jeito bem relaxado. Mas ainda assim, atuar em si foi difícil. Acho que Jun foi o que ficou mais confortável e o que se divertiu mais porque ele é o que tem mais experiência quando se trata de atuar.


“Nós nunca pensamos que iríamos receber tanto amor” — Seungkwan, SEVENTEEN



Dino, enquanto vocês estavam filmando ‘Don’t Wanna Cry’ em LA, o SEVENTEEN teve aulas de coreografia no famoso Millennium Dance Complex. Como um membro do Performance Team, você deve ter ficado muito feliz de ter essa oportunidade. Quando foi a sua parte favorita da experiência?

Dino: Pudemos ir onde alguns dos dançarinos mais renomados do mundo treinam e aprender dançar muito diferentes, mas o que eu realmente gostei foi que conseguimos entender sobre o processo de aprender uma dança, assim como estar em um ambiente relaxado. Tem tantas memórias ótimas, mas o que eu lembro mais são os outros alunos com quem estudamos. O jeito que eles se expressam na dança é tão diferente do nosso que aprendemos muito com eles.

Jun, vamos discutir o dueto ‘My I’ com o The8. Como isso apareceu? E qual foi sua reação à música sendo inclusa no álbum?

Jun: Começamos a trabalhar em ‘My I’ para que eu e The8 praticássemos nossa pronúncia coreana, mas a música ficou melhor do que o esperado e foi colocada nesse álbum. Fiquei extremamente impressionado, eu quero estudar mais coreano para poder me desafiar a escrever em outra música.

The8, você e Jun escreveram a letra de ‘My I’ em mandarim, que foi traduzida para coreano, certo? Teve alguma dificuldade? Qual foi a história ou o significado por trás dela, porque ela parece um pouco triste.

The8: Eu originalmente escrevi a letra em chinês e o Bumzu me ajudou a traduzir. Levou perto de 2 dias para escrever, e Jun me ajudou um pouco. Honestamente, não teve nada de triste sobre escrever a música, foi na verdade bem divertido. Eu fiquei emocionado por um filme que eu vi e me inspirei nisso. Eu pensei sobre como uma versão futura e bem sucedida de mim estava esperando pelo meu eu atual. Eu coloquei fé no fato de que, se eu continuar a dar o meu melhor, um dia eu realmente vou conhecer essa versão bem sucedida, e esse foi o sentimento que eu quis retratar nessa música.

Vocês são bastante independentes como artistas por estarem fortemente envolvidos com suas músicas/performances. Quais são as vantagens e quando isso parece uma dificuldade?

S.Coups: O fato de nós mesmos produzirmos nos dá mais tempo para os membros conversarem entre si, e através dessas interações somos capazes de desenvolver esse ótimo trabalho em equipe presente no SEVENTEEN. Os membros são tão bons em seguir com o que decidimos que não parece termos dificuldade alguma.

Como vocês estão com os outros membros por tanto tempo, como se sentem quando estão longe deles? Quanto tempo levam antes de mandarem uma mensagem ou ligarem para alguém?

Jeonghan: É claro que nos sentimos um pouco vazios quando estamos separados, por normalmente estamos sempre juntos, mas ainda parece que estamos juntos, pois fazemos chamadas de vídeo, ligamos ou mandamos mensagens sem parar.

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Com tantos membros sendo recrutados nas ruas (por olheiros) ao invés das tradicionais audições, quem levou mais tempo para decidir se juntar e quem disse sim direto? E quais pais ficaram felizes ou mais relutantes de autorizar vocês a começarem a treinar?

Jeonghan: No meu caso, ambos os meus pais e eu dissemos sim, e todos ao meu redor ficaram muito felizes por mim.

Mingyu: Pensei sobre isso por um bom tempo. Eu ainda era jovem mas me preocupava sobre me tornar um trainee e conseguir ter sucesso. Eu pensava bastante sobre isso, na verdade.

Seungkwan: Meus pais permitiram que me tornasse um trainee muito rápido e estavam muito felizes, assim como eu.

Vernon: Meus pais disseram que eles me viam entrando nesse ramo enquanto me viam crescer. Eles não sabiam os detalhes desse tipo de trabalho que eu faria, mas sabiam que eu estaria nessa indústria e estavam mais felizes com isso do que qualquer outra pessoa.

Esse álbum parece que será o lançamento mais bem sucedido do SEVENTEEN e esteve entre os álbuns com os maiores número de vendas durante a primeira semana de uma boy band. Como vocês se sentem com essa conquista? Vocês sentiram que esse álbum seria tão bem recebido?

Seungkwan: Nós nunca pensamos que iríamos receber tanto amor. Mas enquanto preparávamos esse álbum, os membros deram o seu melhor ao participarem, tendo constantes encontros sobre isso e pensando junto a equipe da nossa agência também. Eu acho que é provavelmente por isso que nós tínhamos um pouco mais de expectativas. Eu quero muito dizer que todos os envolvidos realmente foram acima e além (do esperado).


“Meus pais disseram que eles me viam entrando nesse ramo enquanto me viam crescer… sabiam que eu estaria nessa indústria” — Vernon, SEVENTEEN



A versão remasterizada de ‘Check In’ (um lançamento da subunit Hip Hop Team) foi incluída no Al1 — vocês ficaram insatisfeitos com a versão original? E liricamente, vocês tiveram um tanto a dizer sobre suas carreiras e jornada de vida. Vocês podem nos falar mais sobre essa música?

Wonwoo: ‘Check In’ reflete como nós nos sentimos durante nossa última turnê pela Asia. É uma música que foi feita para expressar aos nossos fãs como nos sentimos enquanto visitávamos todas essas várias e diferentes cidades.

Mingyu: Nós a remasterizamos porque queríamos que ela tivesse um nível maior de completude em comparação ao lançamento na mixtape. Como o Wonwoo disse, ‘Check In’ reflete como nos sentimos na turnê, e essa música é nossa forma de retribuir nossos fãs, mostrando o quão gratos estamos.

Vernon: ‘Check In’ é a que eu mais gosto de todas as músicas que a Hip Hop Team já lançou. É uma música que exprimiu cada uma das pequenas emoções e pensamentos que tivemos durante aquele tempo, e eu quero ser capaz de fazer muitas outras músicas como essa no futuro.

O SEVENTEEN celebrou recentemente seu aniversário de dois anos. Olhando para si mesmos, como vocês acham que estão diferentes, desde o debut até agora? E, em um sentido maior, como vocês acham que o time está mudando?

Dokyeom: Conforme o tempo passa, nós sentimos mais responsabilidade em relação às nossas performances e à necessidade de nos tornarmos artistas de quem nossas fãs tem orgulhos. Eu pessoalmente acho que melhoramos muito em expressar o sentimento de uma música durante a performance. Eu penso muito em como mostrar uma versão melhor de mim mesmo, e eu acho que esses pequenos detalhes me ajudam a crescer. Todos os 13 membros cresceram muito internamente, e tentamos ao máximo mostrar melhores performances e versões de nós mesmos.

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Vernon, em “유행가 (Hit Song), uma de suas partes na música é: ‘Eu sei que não sou o melhor rapper, não sou bom com palavras.’ Desde a gravação, no ano passado, seus sentimentos sobre si mesmo mudaram?

Vernon: Quando eu penso sobre isso, eu não acho que mudei muito desde então. A parte que segue essa é: ‘Mas eu tenho algo baby; eu não quero mostrar para você tão facilmente.” – Eu acho que desde novo eu tive uma personalidade bem distinta, e tenho fé nessa individualidade. Então eu penso em como mostrar melhor essa individualidade.

Joshua, embora você tenha treinado por dois anos, o que ficou com você como algo que te surpreendeu ou que você não se sentia preparado para fazer uma vez que o SEVENTEEN começou a promover?

Joshua: Ao invés de não me sentir preparado, eu simplesmente sentia que faltava algo nas minhas expressões faciais. Para superar isso, eu comecei a praticar bastante minhas expressões no espelho!

Mingyu, você participou de um desfile na Seoul Fashion Week recentemente – como foi fazer isso, especialmente com a sua unit na primeira fila? Alguém te fez assistir Zoolander, e você faria de novo?

Mingyu: Na verdade, eu assisti muitos vídeos de desfiles em Paris e Milão. Eu me preocupei muito antes porque queria mostrar um lado bom, mas uma vez que eu subi na passarela, foi muito divertido. Eu gostaria de tentar ganhar mais experiência e ser ainda melhor se for convidado novamente.

Finalmente, todo o grupo tem seus anéis do SEVENTEEN, mas quais membros são os reis de perder os anéis?

S. Coups: Todos os membros, incluindo eu, quase nunca tiramos nossos anéis, 365 dias no ano, 24 horas por dia. Então não tem nenhum risco de perdermos. Eu acho que todos sentimos que os anéis se tornaram parte de nós.

Fonte: Dazed (x)
TRAD
Ing/Pt-br: Duda, Jubs, Laís e Vee – Seventeen Brasil