[NEWS] Billboard: SEVENTEEN reflete sobre 2018, novo álbum ‘You Made My Dawn’ e fala de sonhos em colaborar com Ariana Grande e Bruno Mars

Publicado por Lena em ENTREVISTAS, NOTÍCIAS, post
01 Feb

Faz quatro anos desde que o grupo SEVENTEEN entrou em cena com seus 13 integrantes e canção de debut revigorante, “Adore U”. Atualmente, eles são um dos mais proeminentes grupos de K-POP, com hits populares e turnês internacionais. “Oh My!”, do ano passado, foi reconhecida como uma das melhores músicas de K-POP de 2018 e os ajudou a entrar para o Top Artist 100. Agora eles estão de volta com seu primeiro single de 2019 na forma de um ‘future bass’ sentimental, “Home”.

A Billboard conversou com o SEVENTEEN no final de 2018 e antes do lançamento do “You Made My Dawn” para falar sobre sua música, como foi o último ano e o que eles esperam daqui em diante.

Billboard: o que vocês acharam de 2018?

Joshua: Eu acho que foi um ano cheio. Nós fizemos muitas coisas, como nossa turnê. Fizemos um show na Coreia e em arenas no Japão.

Qual mensagem pretendiam transmitir pelo SEVENTEEN em 2018?

Woozi: Queríamos mostrar nosso crescimento sem superficialidades, sendo assim foi uma história bem clara sobre isso até agora. Queríamos que o público ouvisse nossa música e fazer com que se sentissem tocados ao ouvirem nossa história. Não é que todo single conta uma história diferente, mas as letras nos refletiram, combinaram com a gente e com a narrativa que temos contado.

Foi diferente do que fizeram nos anos anteriores?

Woozi: Ao invés de dizer, especificamente, que 2018 foi diferente, é o método que costumamos usar em nossa música. Desde o início, a todo momento antes de lançarmos nossos trabalhos, reunimo-nos e discutimos qual história queremos contar, qual narrativa se encaixa no momento e o que o público quer ouvir. Então nós personalizamos essas ideias. Tem sido sempre assim. Não é uma novidade para 2018.

Joshua: Sempre queremos que as pessoas sejam capazes de se identificar com as letras das nossas canções, portanto apenas queremos mostrar que estamos passando pelas mesmas coisas que elas.

Vernon: Um dos elementos mais importantes do nosso grupo é manter a naturalidade. Toda vez que criamos um novo álbum, as pessoas perguntam, “como vocês se tornaram mais sofisticados? Foi um conceito (feito) de propósito?”, mas ao passo que nos tornamos mais velhos na vida real, isso apenas surge naturalmente. Eu acho que a maturidade está naturalmente contida na nossa música.

Vocês lançaram uma variedade de singles e canções durante 2018. Por que decidiram explorar tantos estilos diferentes esse ano?

Woozi: Todos são bem diferentes, mas “Oh My!” é totalmente a cara do SEVENTEEN. É o tipo de música com o qual começamos (a carreira). É um estilo que os nossos Carats gostam muito, tem uma energia vibrante que realmente combina com a gente. No caso de “Thanks”, foi uma sonoridade com a qual estávamos confiantes e confortáveis em tentar. A letra dela é uma das coisas que queríamos dizer e é quase uma continuação de “Don’t Wanna Cry”, enquanto “A-Teen” foi uma continuação para “Change Up”. No caso de “Call Call Call”, foi uma continuação de “Clap”. A cada momento, como sempre, nós queríamos mostrar nosso crescimento através de cada lançamento e por isso produzimos canções que combinam com o nosso som ao máximo possível.

Parece que cada uma destas foi feita para relembrar canções anteriores. Isso é algo que vocês querem continuar fazendo, criar uma música do SEVENTEEN sobre a outra?

Woozi: No lugar de uma continuação, queremos mostrar coisas novas continuamente. É nisto que nos focados, sem perder nossa originalidade sonora.

Existe alguma memória em particular ligada aos singles (lançados) ao longo do ano?

Wonwoo: “A-Teen” se relaciona a um web drama (de mesmo nome) e por ser parte da trilha sonora, recebeu muito carinho na Coreia, então isso foi bem memorável.

Seungkwan: “Thanks” foi nossa primeira canção a se tornar número 1 no chart do Melon. Ela foi, na verdade, uma mensagem para nossos fãs sobre o quão gratos somos, então o fato de que uma canção assim foi capaz de alcançar o primeiro lugar… nós nos reunimos às 5 da manhã para comemorar.

Vamos falar sobre o novo álbum. Qual é o significado por trás do “You Made My Dawn”?

Joshua: O tema por trás do álbum é a mensagem: “você transformou a minha escuridão no amanhecer”. Você sabe como é o amanhecer entre a noite e o dia? O Sol aparece para tornar a noite um pouco mais clara e assim progride para o dia, certo? É por isso que tentamos comparar o fluxo de emoções ao Sol, e conectar este álbum ao anterior, “You Make My Day”.

Como este álbum se relaciona ao “You Make My Day”?

Vernon: Se você pensar numa história, deveria ser a prévia do “You Make My Day” (você faz o meu dia). Nós queremos dar aos ouvintes uma sensação de conforto. O anterior foi lançado no verão e este álbum será lançado no inverno, logo queríamos combinar com as estações. Especialmente para este álbum, nós tentamos mostrar mais maturidade da nossa parte. Apenas ouvindo a sonoridade e os versos, dá para ver a diferença entre esse e os álbuns anteriores.

Vocês querem fazer algo relacionado à noite ou madrugada também?

Joshua: É uma questão em aberto.

O single “Home” traz vocês de volta a meio que um EDM chamativo, apoiado no future bass, e vocês apresentaram sonoridades parecidas em outros singles recentes. Por que este estilo combina tanto com o SEVENTEEN?

Joshua: EDM combina bastante com performances e com dança, é por isso então que acho que combina bem com a gente. Eu acho que para cada gênero nós tentamos torná-lo a nossa cara.

Vernon: Há tantos tipos de EDM, como músicas que te fazem querer pular e te deixam animado. No entanto, “Home” não é este tipo de EDM, é mais do tipo tranquilo de se ouvir.

Joshua: É suave.

Vernon: Nós criamos e ensaiamos uma apresentação que combina com a vibe calma da música. É, estamos muito satisfeitos com isso.

Joshua: Há um verso que é mais ou menos assim, “nós seremos sua casa e vocês são a nossa. Nós seremos o seu conforto, o lugar onde podem chorar sozinhos, ou o lugar onde podem amar em paz”. O lugar onde você não precisa se importar com o que os outros pensam ou dizem.

Vernon: Sim, a música tem uma mensagem confortante.

Como vocês definem a (sua) lar? Vocês trouxeram suas ideias pessoais de “lar” para o estúdio de gravação?

Joshua: O lar é onde aqueles que você ama está, as pessoas que você ama e com quem se preocupa. E também (é) um lugar onde você pode relaxar, onde pode descansar após um dia cansativo de trabalho.

Vernon: Eu nasci em Nova York, mas vim para a Coreia do Sul quando era bem pequeno então eu tenho poucas memórias de lá, basicamente sinto que minha cidade natal é Seul. Mas como é o lar? Eu não sei. Qualquer coisa que pareça confortável para mim pode ser meu lar. Por exemplo, meu estúdio. Qualquer lugar no qual eu esteja com os membros.

Vernon: Gravamos juntos então o estúdio de gravação é como se fosse a nossa casa.

Quanto tempo demora para 13 pessoas gravarem uma música?

Joshua: Na verdade, não leva tanto tempo assim. Demora mais ou menos um dia para uma música. É realmente rápido. Há muito tempo, quando éramos trainees, as gravações demorariam pelo menos três dias, mas nós melhoramos aos poucos.

Vernon: Agora conseguimos gravar três músicas em um dia. Nós temos nosso método efetivo. Trabalhamos melhor.

Tirando os singles, quais são suas músicas favoritas do álbum?

Vernon: há uma chamada “Chilli” da unit de hip-hop, da qual faço parte. Foi a nossa primeira vez trabalhando com um produtor diferente do Bumzu, o nome dele é Poptime. Nós simplesmente amamos essa faixa. Amamos o que fizemos nela. É a minha música favorita da Hip-Hop Unit.

Joshua: Eu também gosto da música do Vernon, porque há um significado triplo: molho de pimenta (chilli), frio (chilly) e apenas relaxando (chilling). Eu gosto da música da Vocal Unit também, mas eu realmente curto a vibe de “Chilli”.

Vocês lançaram a música “Getting Closer” antes do lançamento do álbum e é um pouco diferente de “Home” em questão de estilo. Por que o álbum destaca essas duas canções em particular?

Joshua: Antes deste álbum sair nós lançamos “Getting Closer” e a mensagem que estávamos tentando passar era a da situação na qual alguém fica na ausência do amor. “Home”, nossa faixa título, expressa as emoções sentidas ao se estar na presença de alguém que você ama.

Como foi para vocês mudar para um estilo de performance tão agressivo tal qual “Getting Closer”?

Joshua: Queríamos mostrar algo que não tentamos antes. Tentamos “Getting Closer” porque ela tem um sentimento mais intenso dentre as outras músicas, acho. Mas nós tentamos (o estilo) quando éramos trainees, então pareceu natural para a gente.

Vernon: Praticamos muitas canções e performances intensas, mas nunca tivemos a nossa própria música com uma performance que se mostrasse tão agressiva quanto as que tínhamos praticado antes, então foi meio que a nossa primeira. Pensamos que seria um ponto de virada, já que nunca tínhamos feito isso antes. Acho que é o motivo de muitos fãs gostarem.

Joshua: Queríamos mostrar que podemos fazer diferentes tipos de música e performances. Não estamos apenas presos em um gênero ou um estilo de performance específico. Apenas queríamos mostrar que somos capazes de fazer os mais variados tipos.

Já que vocês mencionaram que praticaram estilos de música diferentes quando eram trainees, qual é a maior mudança do SEVENTEEN de quatros atrás para o de agora?

Joshua: Somos bem mais velhos agora.

Vernon: Temos mais conhecimento e muito mais experiência a respeito desta indústria. Nossos modos de pensar são certamente diferentes desde então.

Joshua: Temos um senso de responsabilidade maior. Há muito tempo atrás era “vamos nos esforçar, vamos mostrar a todos que estamos indo muito bem, nós trabalhamos arduamente para isso”. Agora, queremos mostrar a todos boas músicas e performances. E também, nós costumávamos produzir músicas apenas como units, mas agora nós misturamos as units, como (quando) Vernon e eu fizemos uma faixa juntos. Pretendíamos mostrar que cada um dos membros é capaz de produzir tipos diferentes de música.

Assim como vocês fizeram antes, o “You Made My Dawn” traz músicas de cada uma das sub-units do SEVENTEEN, no ano passado vimos os membros do SEVENTEEN se apresentando em diferentes configurações em ambas “A-Teen” e “Just do it” de BooSeokSoon. Por que vocês acham que o SEVENTEEN é bem sucessidido com as units?

S.Coups: Quando estamos nos apresentando em units, mostramos uma cor diferente de quando nos apresentamos em grupo. Cada membro tem seu próprio charme e habilidade, e através dessas units somos capazes de mostrar diferentes lados de nós mesmos. Isso permite que os fãs e o público geral se divirtam muito e aguarde ansiosamente por cada um de nossos charmes individuais.

Joshua: Através das nossas units, somos capazes de mostrar diferentes estilos musicais que não podíamos mostrar como um grupo completo, é por isso então que eu acho que as units são bem, bem importantes para o nosso grupo.

Vernon: Nós, na verdade, almejamos o sistema de units porque é assim que somos capazes de mostrar o que não podemos em um grupo de 13 integrantes. Basicamente, nós temos mais tempo de rap ou canto nestas canções.

Seungkwan: Um dos lados positivos de estar no SEVENTEEN é poder mostrar esses nossos lados diferentes através de units, mas eu acho que nós recebemos um maior carinho e reconhecimento quando estamos performando juntos como SEVENTEEN. Então iremos mostrar várias misturas e combinações de units, mas continuaremos apresentando o SEVENTEEN como um todo também.

Existem outras sub-units que vocês não tentaram ainda e que gostariam de trabalhar?

Vernon: Recentemente, eu conversei com o DK sobre esse estilo que nós queremos experimentar. Eu acho que seria bem legal de se fazer. DK não nunca fez nada assim antes, mostraria um novo lado musical dele. Seria novo.

Muitos membros têm uma mãozinha na produção de suas próprias canções. De onde vocês tiram inspiração?

Woozi: Ganhar inspiração não vem de um lugar ou algo específico. Na verdade, apenas vem da real e sincera vida diária e de tudo ao nosso redor. Já que temos muitos integrantes, nós saímos para comer, nos divertir, às vezes temos ideias apenas relaxando e passando o tempo juntos. Não é planejado mesmo, apenas vem do dia a dia.

Então a música do SEVENTEEN é determinada por suas vidas rotineiras?

Joshua: Nossas experiências, o que pensamos, e as ideias que apenas surgem das nossas conversas. Isso é diretamente adicionado aos nossos álbuns.

Mais membros querem se envolver no processo de composição?

Woozi: Cada integrante se envolveu de uma forma ou de outra. Mesmo que eu seja o mais engajado, até antes de criarmos uma faixa, nos juntamos e conversamos sobre o que gostaríamos. Após a faixa estar pronta, pergunto a opinião de todo mundo também. A criação é algo que envolve todos os membros.

Joshua: definitivamente se houver chance, eu gostaria. Há uma possibilidade. Por agora, eu quero focar no que eu gosto como indivíduo. Se eu fosse criar uma música, eu gostaria de fazer uma canção acústica.

Vernon: Não posso estar engajado sempre em cada música do SEVENTEEN, mas eu sempre tento estar. É simplesmente divertido trabalhar com os garotos e o Bumzu no estúdio. Nós apenas seguimos seus passos e o que eles estão fazendo. Para mim, pessoalmente, eu acredito que eu poderia trabalhar mais nas canções da unit de Hip-Hop, ou em minhas próprias coisas.

O SEVENTEEN tem muitos vídeos que vocês postam, como sua websérie “Going Seventeen”. Qual é a sua motivação para postar esse tipo de conteúdo?

Joshua: Através das nossas apresentações, mostramos nossa presença de palco, mas os fãs não sabem o que acontece por trás das cenas, o que fazemos para nos divertir, o que fazemos quando saímos juntos. Eu acredito que isso é mostrado através dessas webséries. Fãs que não nos conhecem tão bem irão nos conhecer melhor através delas.

Vernon: É uma interação mais amigável entre os fãs e nós. Como o Joshua disse, há muito do nosso dia a dia ali então é por isso que eles (fãs) gostam. E é por isso que gostamos, porque eles gostam.

É importante construir um vínculo entre vocês e seus fãs?

Vernon e Joshua, ao mesmo tempo: Definitivamente.

Seungkwan: Antes de sermos cantores, nós todos gostamos de cantores também. Então desde que estreamos nós todos pensamos sobre qual o tipo de conteúdo que poderíamos postar para compartilhar mais de nós mesmos e fazer as pessoas realmente gostarem de nós e aprender mais sobre a gente. Ultimamente estamos pensando muito nisso e essa é uma das diversas razões pelas quais (alguns) integrantes criaram contas em redes sociais.

Joshua: Além disso, se assistirem nossa websérie e o que fazemos por trás das cenas vocês entenderão melhor a nossa música.

Quais eram alguns dos cantores dos quais vocês gostavam antes de serem cantores?

Woozi: Crescemos ouvindo músicas do TVXQ! e BIGBANG.

Hoshi: SHINee.

Woozi: Mas mesmo depois que estreamos e estávamos promovendo ao mesmo tempo que eles, nós pudemos apreciar esses artistas e aprender muito com eles.

Há algum artista com que vocês gostariam de colaborar agora?

Woozi: Bruno Mars.

Joshua: Ariana Grande.

Vernon: Conheci o Tobi Lou recentemente e talvez, quem sabe.

SEVENTEEN ficou conhecido por sua vibe funk e jovial, mas como vocês lidam em balançar isso com seu envelhecimento?

Woozi: Quando estreamos, mostramos muito dos nossos charmes revigorantes de garotos já que éramos jovens. Mas conforme o tempo passa, não dá para ignorar o envelhecimento ano após ano. Naturalmente foi demonstrado um lado realmente maduro do grupo e o nosso gênero musical cresceu conosco. Isso não significa dizer que não iremos fazer nenhuma canção vibrante e que apenas faremos músicas tristes. Nós apenas iremos mostrar o que naturalmente nos acompanha.

Vocês equiparam a vida adulta à tristeza?

Vernon: Não acho que seja necessariamente isso, mas já que não temos mostrado muita tristeza musicalmente falando, é assim que nos aproximamos da nossa vida adulta.

Joshua: Se você vivenciar a tristeza, você aprenderá como sair dela e irá amadurecer um pouco.

Vocês têm vários membros de todo o mundo em um momento no qual o K-POP está se tornando um protagonista no cenário mundial. Como vocês se sentem a respeito do alcance e da ascensão do K-POP de modo global?

Seungkwan: Estamos bem felizes pelo K-POP estar recebendo tanto amor ao redor do mundo e eu acredito que pessoas de todo lugar o amam tanto porque há uma forma diferente do K-POP mostrar performances em relação a outras indústrias pop. Há muita energia nelas, talvez por isso pessoas do mundo todo gostam de K-POP.

Vernon: E eu não sei como na verdade, mas de alguma forma a geração atual aprendeu a apreciar este gênero.

S.Coups: Provavelmente não é apenas em relação ao K-POP, mas as redes sociais são sobre se conectar com fãs e artistas, essa é provavelmente uma dos motivos para o crescimento do K-POP, mas no final das contas é a música que atrai a atenção das pessoas.

Joshua: Já que o K-POP está crescendo a nível global agora, nós apenas queremos levá-lo mais longe ainda. Seria legal ir ao BBMAs.

Seungkwan: Sim, mantenham os olhos em nós!

O que vocês esperam para 2019?

S.Coups: Em 2019, tentaremos nos ocupar ainda mais do que em 2018 e mostrar novos lados nossos, nós queremos ser capazes de encontrar nossos fãs em vários lugares, e devolver todo o amor que temos recebido. Iremos mostrar muitos lados legais e divertidos de nós mesmos e da nossa música. Temos a confiança de que será incrível. Queremos ser capazes de nos apresentar em muitos lugares e mostrar novos lados nossos.

Vernon: Como nas Américas, talvez.

Assista o MV do mais recente single lançado do SEVENTEEN, “Home”, abaixo:

fonte (x)
TRAD:
ing/pt-br: Bae – Seventeen Brasil

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